Vem ai a CRONOMIA: estudo do tempo em relação ao momento oportuno – timing perfeito! E seguindo os bons ensinamentos do economista Joseph Schumpeter, temos pela frente “vendavais de destruição criativa”! Quem viver verá!
Crescimento equilibrado ao longo do Tempo: Significava crescer na mesma capacidade de transporte; significava crescer na mesma capacidade de produção, atualmente é usado para definir crescer na capacidade sustentável do ambiente.
Quanto custa nossa disfunção temporal? Burocracia, tribunais lotados, miopia legislativa, mecanismos e incrementalismo patológico? Perguntam os Doutores Alvim e Heidi Toffler.
Na velocidade errada: A 100km/h o mundo dos negócios; a tecnologia. A 90km/h a sociedade se adaptando as transformações impostas. A 60 km/h o ambiente familiar se ajustando aos novos tipos de relacionamentos e modelos sociais; A 30 km/h as corporações, ONG´s, sindicatos, sempre correndo atrás das mudanças. Agora os mais lentos a 25 km/h os agentes burocráticos, agência de governo, as decisões governamentais. A 10 km/h o sistema educacional, ainda no modelo de chão de fábrica, com cabeças enfileiradas, conhecimentos ultrapassados, querendo no presente ensinar o passado quando o futuro twitta a cada milésimo de segundo. A 5 km/h órgãos de regulamentação internacional ONU; OMC; FMI; etc. A 3 km/h As estruturas políticas que nunca atendem as necessidades do povo, chegam sempre atrasados, bem atrasados. A 1km/h as Leis: divididas em duas partes: organizacional: Tribunais, escolas de Direito, escritórios de advocacia; e o lado verdadeiro das Leis, que é a forma como são interpretadas e defendidas pelas organizações que a operam. Leis do passado querendo organizar as relações do futuro. Nas velocidades culturais erradas as colisões são certeiras. (Doutores Alvim e Heidi Toffler)
Hum..., quer dizer que as instituições públicas do mundo inteiro estão defasadas em relação as mudanças e transformações do tempo. O melhor governo não tem mais a capacidade de agir no tempo certo!
Falando nisso você sabia que o trabalho no modelo de emprego pago em horas trabalhadas é uma invenção da Revolução Industrial. No modelo da economia agrícola as pessoas recebiam seus rendimentos conforme a produção que obtinham. Saímos do arado, passamos pela linha de montagem e hoje estamos no ponto de transição e de ajustes da era conhecimento, motivo das crises e dificuldades culturais enfrentadas atualmente.
Outra curiosidade: no período econômico da segunda onda, maior força agrícola, segundo o historiador Teófilo Ruiz, por volta de 1300 a fome dominava na maior parte da Europa e os ciclos se repetiam a cada três ou cinco anos. Piero Camporesi, da Universidade de Bolonha registrou que a “fome era um aspecto estrutural da realidade até o século 17”. Segundo outro historiador Richard S. Dunn, “por causa da fome, Hamburgo perdeu um quarto de sua população em 1565. Veneza perdeu um terço entre 1575 e 1577 e em Nápoles quase a metade da população morreu em 1656”. Vale então comemorar o avanço tecnológico e a Revolução Industrial que acabaram com a fome de milhares de pessoas criando métodos e técnicas de produção, libertaram os escravos e trouxeram a oportunidade de homens e mulheres competirem ou interagirem de forma mais igualitária na sociedade.
Compre um conselho: Estude pela internet, pesquise, pense, questione... estamos emergindo para o novo modelo econômico todo baseado no conhecimento! Prepare-se, afinal o futuro chegou ao presente e beneficiará os que souberem aproveitar as oportunidades da mudança.
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Fábio João Turnes
Advogado e Dir. Executivo CDL/ACISAI
Sec. Municipal Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente |